O brasileiro já é contumaz procrastinador quando se trata de se resguardar financeiramente para a aposentadoria. Entre os estudos que sugerem esse péssimo hábito, está o da seguradora Aegon, que descobriu que apesar da grande maioria dos brasileiros reconhecerem a importância dessa questão, apenas 23% possuem um plano financeiro concreto para se aposentar. O estudo ainda revelou que a faixa etária de 30 a 39 anos é a que está menos preparada para lidar com esse tema.

As mudanças nas regras da aposentadoria no Brasil tomaram as atenções de todos recentemente, com a promessa de equilibrar os cálculos entre o tempo de contribuição e a idade de um indivíduo. Segundo as novas determinações, para uma pessoa se aposentar, terá que somar sua própria idade com os anos em que contribuiu com o INSS, se o resultado for igual ou maior que 95 para homens ou 85 para mulheres, a pessoa pode dar entrada em sua aposentadoria.

Essas mudanças cabem garantir um modelo sustentável para o futuro, visto que a expectativa de vida não cessa de aumentar – registrando média de 74,9 anos em 2013 – além das constantes mudanças demográficas da sociedade que fazem com que prognósticos sejam constantemente reavaliados.

Como, afinal, do ponto de vista empresarial, as mudanças na expectativa de vida impactam os negócios?

Na medida em que as pessoas envelhecem com mais saúde, qualidade de vida e com mais renda, aumenta a atenção que é dada para os indivíduos que entram nessa nova fase do ciclo da vida, já beirando a terceira idade. As pessoas reconhecem que a noção de envelhecimento já não é a mesma de antigamente. Hoje em dia, as pessoas não só começam a trabalhar precocemente mas também prolongam sua atuação no mercado. Com uma presença cada vez maior de indivíduos economicamente ativos e que já ultrapassaram os 65 anos, setores de todos os tipos voltam seus olhos para onde o dinheiro desse público é gasto.

Apesar de muitas indústrias – novas e antigas – investirem em inteligência de mercado para entender qual a melhor maneira para atender às demandas desse perfil de consumidores, ainda há muitas empresas que subestimam o poder de compra e impacto financeiro que os aposentados podem ter.

De acordo com Jody Holtzman, vice presidente da instituição AARP (Associação Americana para Pessoas Aposentadas, em tradução livre), os Baby Boomers e as pessoas nascidas nos anos 1960 gastam cinco vezes mais do que a geração dos millennials, apesar de 90 a 95% dos anúncios publicitários serem direcionados aos públicos mais jovens.

Normalmente apenas alguns setores específicos, como saúde, planejam seus investimentos para pensar nesse perfil com essa faixa etária, mas a passos lentos, as empresas entendem que é necessário reconsiderar o orçamento de modo a incluir esse público em suas estratégias de marketing e expansão de mercado.

Entender as mudanças da sociedade é fundamental para qualquer empresa. No caso de empresas com atuação em diferentes regiões, cidades ou estados, é necessário  estar a frente das mudanças ocorridas na sociedades. Veja como a Cognatis pode ajudar sua empresa a conhecer os processos de alteração na sociedade e como esses podem afetar seus negócios.

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