Determinado como o Dia Internacional da Igualdade Feminina, 26 de agosto é uma data que busca reforçar a necessidade de debate e de ações que promovam a equidade de gêneros nas mais diferentes esferas da sociedade.

Uma das áreas em que há maior desigualdade é no mercado de trabalho. Há apenas 58 anos, as mulheres conquistaram o pleno direito, perante as leis brasileiras, de exercer uma profissão, com a revogação do inciso VII do Artigo 242 do Código Civil brasileiro de 1916 – em que o trabalho feminino estava sujeito à autorização do marido.

No entanto, apesar das conquistas das últimas décadas, a desigualdade de gênero permanece, principalmente, no aspecto econômico. Um levantamento realizado pela Cognatis, com base em dados do CAGED, mostrou que em nenhum município brasileiro, com população acima de 250 mil habitantes, existe igualdade de salários entre homens e mulheres e, na verdade, os salários das mulheres são sempre inferiores aos dos homens.

Outro dado que chamou a atenção foi que dentre os 10 municípios com menor desigualdade entre os salários de homens e mulheres, 8 são da região norte e nordeste. Já, quando olhamos a lista de municípios onde a desigualdade salarial é maior, 8 são das regiões sul e sudeste, sendo que 5 pertencem ao estado de São Paulo.

Mas as diferenças na área profissional não se limitam à renda. O estudo realizado mostrou, também, que em algumas profissões a presença feminina é praticamente nula, enquanto que naquelas que historicamente foram “consideradas” de mulheres, elas continuam sendo a grande maioria. É o caso das profissões Praça da Marinha (com 0,03% de mulheres) e Professora de Educação Infantil (com 95,81%).

O mesmo pode ser observado em relação aos cargos gerenciais. Aqueles que apresentam mais pessoas do sexo feminino são ligados à área de humanas. Diretor de instituição educacional pública, Gerente de serviços de saúde e Gerente de recursos humanos são alguns deles. Por outro lado, quando nos deparamos com cargos gerenciais nas áreas de tecnologia, manutenção, produção e logística, essas cadeiras são ocupadas em sua maioria por homens.

Portanto, há sim muito o que debater e reivindicar nesta data. E você, na sua profissão, já conseguiu quebrar essa barreira de gênero? Conta aqui para nós.

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